Uma história secular ao serviço de Amieira do Tejo

A Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo é uma instituição secular, nascida do movimento das Misericórdias portuguesas e profundamente ligada à história da vila. Esse movimento teve como referência a Misericórdia de Lisboa, instituída em agosto de 1498 por iniciativa da rainha D. Leonor, e difundiu rapidamente um modelo confraternal orientado para as obras de misericórdia. Ao longo de vários séculos, a Irmandade de Amieira prestou assistência aos pobres, aos doentes, aos viajantes, aos presos e às famílias em situação de necessidade, adaptando a sua ação às transformações sociais de cada época.

O seu percurso histórico deve, porém, ser apresentado com uma distinção clara entre a tradição institucional, os testemunhos materiais e os factos comprovados por documentos. Os Estatutos atualmente em vigor preservam a tradição segundo a qual a Irmandade terá sido instituída, presumivelmente, em 1534. Não é conhecido, porém, qualquer ato fundador que permita confirmar documentalmente essa data ou identificar os fundadores. Um inventário de 1715 ainda registava dezasseis livros de termos, eleições, arrematações e outros atos. Quando Tude Martins de Sousa estudou o arquivo, em 1930, encontrou apenas seis, alguns incompletos, sendo de 1611 o mais antigo. Esta perda documental impede conhecer com exatidão os primeiros anos da Irmandade. [1]

Ainda assim, os testemunhos materiais conservados permitem situar com segurança a presença institucional da Misericórdia, pelo menos, em torno de 1554, data inscrita no portal da sua igreja. Desenvolveu-se como Irmandade autónoma, com governo, património e atividade assistencial próprios. A ligação da vila ao antigo Priorado do Crato e à Ordem de Malta constitui um enquadramento regional; não prova dependência de outra Misericórdia.

A história da Misericórdia enquadra-se num território profundamente marcado pela Ordem do Hospital, mais tarde Ordem de Malta. Em 1232, uma doação régia de D. Sancho II alargou o domínio hospitalário às vilas de Amieira, Gavião e Crato. Este enquadramento senhorial comum precedeu a criação das Misericórdias em cerca de três séculos e não constitui prova de qualquer dependência administrativa entre as Santas Casas que posteriormente surgiram nestas localidades. O registo patrimonial oficial confirma o enquadramento de 1232.

Os primeiros testemunhos: 1550 e 1554

Dois elementos patrimoniais confirmam a antiguidade da instituição. A campainha histórica foi fundida em 1550 e era usada, atrás da bandeira, nos acompanhamentos fúnebres. A legenda em língua neerlandesa antiga permite relacioná-la, por hipótese, com os Países Baixos, mas não se conhece a sua oficina de origem nem a data em que chegou a Amieira. Segundo Tude Martins de Sousa, mede cerca de 8,5 cm de altura e 9,8 cm de diâmetro máximo. [1]

O segundo testemunho é a inscrição de 1554 existente sobre o portal da Capela da Misericórdia. Esta data é geralmente interpretada como referente à construção ou conclusão do templo, não necessariamente à fundação da Irmandade, que poderá ser anterior. A Capela da Misericórdia, situada no interior da antiga vila, tornou-se o centro religioso e cerimonial da instituição. Conserva uma nave coberta por abóbada de nervuras, capela-mor, púlpito, grade de madeira e sacristia, constituindo um dos principais elementos do património histórico da Santa Casa. O facto de a Misericórdia de Amieira não figurar no levantamento de Costa Goodolphim foi já assinalado por Tude Martins de Sousa e não invalida estes testemunhos materiais e documentais. [1] [2]

A primeira Mesa conhecida: 1611–1612

A documentação mais antiga conservada: 1611–1612. A composição publicada na página institucional indica Pero Marques Vieira como provedor, António de Góis Leborão como escrivão e Bastião Mandeiro como tesoureiro (composição segundo transcrição institucional, ainda a confrontar com o livro original). Figuravam como irmãos António Fernandes, Brás Mendes, António de Góis, Diogo Roiz, André Dias Curado, sapateiro, Brás Afonso da Ribeira, Siprião Lopes, André Feio, o Moço, Vasqueanes e Simão Gonçalves Ramalho. Os nomes são aqui reproduzidos segundo a grafia transmitida pela fonte institucional; uma edição histórico-crítica deverá confrontá-los diretamente com o livro original.

O reconhecimento régio de 1614

A primeira data régia atualmente conhecida é 16 de outubro de 1614. Nesse dia, em Lisboa, Filipe II de Portugal concedeu à Misericórdia de Amieira, então pertencente ao Priorado do Crato, autorização para usar o Compromisso e os privilégios da Misericórdia de Lisboa em tudo o que fosse aplicável à realidade local. O diploma encontra-se registado na chancelaria régia. [3]

O alvará não fundou a Misericórdia: reconheceu uma instituição já existente e integrou-a no modelo jurídico e assistencial das Misericórdias portuguesas.

Entre 1615 e 1621, o arquiteto Pedro Nunes Tinoco registou Amieira num códice dedicado às igrejas, castelos e povoações do Priorado do Crato. O desenho inclui a planta da Igreja de São Tiago e um perfil da vila, então descrita como tendo 350 “vizinhos” — expressão que deve ser entendida como fogos ou unidades domésticas, e não como 350 habitantes. O desenho não permite identificar com segurança a Capela da Misericórdia.

O Compromisso impresso de 1619

Quando estudou o arquivo da Santa Casa, em 1930, Tude Martins de Sousa descreveu um exemplar impresso, em 1619, do Compromisso da Misericórdia de Lisboa, pelo qual Amieira se regia. O volume tinha 39 folhas numeradas, além das folhas preliminares, e 41 capítulos. Conservava ainda uma anotação manuscrita que invocava a lei de 25 de maio de 1773 para eliminar antigas disposições discriminatórias relativas à chamada “limpeza de sangue”.

Duas capelas distintas

A Capela da Misericórdia e a Capela de Nossa Senhora da Sanguinheira são dois templos distintos, tanto na sua localização como na sua história.

A Capela da Misericórdia era a igreja própria da Irmandade, situada dentro da povoação e associada à sua vida religiosa, às reuniões e às práticas assistenciais. A Capela de Nossa Senhora da Sanguinheira localizava-se fora da vila e correspondia a uma ermida e a uma fundação piedosa com bens, rendimentos e obrigações próprios.

As Memórias Paroquiais de 1759 confirmam esta separação: enumeram a Misericórdia entre as ermidas existentes no interior de Amieira e Nossa Senhora da Sanguinheira entre as ermidas situadas fora da povoação. O mesmo documento descreve a Sanguinheira com capela-mor, altar principal e dois altares laterais. [4]

Anexação da administração da Capela de Nossa Senhora da Sanguinheira

Em 3 de março de 1642, após representação dos oficiais da Câmara de Amieira, D. João IV concedeu à Misericórdia a administração e anexação da Capela de Nossa Senhora da Sanguinheira. O alvará recordava uma sentença de 1629 do Juízo das Capelas da Coroa, segundo a qual competia à Coroa prover a administração da fundação, por esta ter sido instituída por pessoas leigas.

A Santa Casa ficou obrigada a celebrar escritura de contrato, cumprir os encargos da fundação, elaborar um tombo e conservar traslados do alvará, da sentença e dos restantes títulos. Caso os rendimentos da Sanguinheira fossem insuficientes, os encargos seriam completados com as demais receitas da Misericórdia.[1] [2] [5]

Caridade e assistência no Antigo Regime

As contas de 1611–1612, as mais antigas então conhecidas por Tude Martins de Sousa, revelam uma ação assistencial diversificada. A Misericórdia ajudava pobres da vila e pobres em trânsito, apoiava doentes hospitalizados, presos e estudantes necessitados, assegurava mortalhas e funerais de pessoas pobres, custeava práticas religiosas e contribuía para a passagem, na barca do Tejo, de viajantes sem recursos. As receitas provinham de propriedades, foros, oliveiras, peditórios, esmolas e serviços funerários. [1]

A existência do hospital é, portanto, muito anterior ao edifício inaugurado no século XX. Um contrato de 15 de julho de 1711 documenta a nomeação de Manuel Rodrigues como hospitaleiro da Santa Casa. Em 1759, as Memórias Paroquiais voltam a referir o hospital e as obrigações assistenciais administradas pelo provedor. [4] [5]

Ao longo dos séculos XVIII e XIX, a Irmandade continuou a gerir património, a conservar capelas, a organizar cerimónias e a prestar assistência. Um tombo de 1822 registava propriedades rústicas e urbanas e reafirmava, entre outros deveres, a conservação do hospital dos pobres e de três camas hospitalares. Em 1849 ainda se regulamentavam minuciosamente as obrigações recíprocas entre a Santa Casa e os irmãos, incluindo o acompanhamento e sepultura dos falecidos. [1]

O hospital: da Rua do Castelo ao edifício de 1920

A instalação hospitalar mais antiga cuja localização é descrita nas fontes consultadas funcionava numa pequena casa térrea da Rua do Castelo. Não se conhece a data em que o hospital começou a funcionar nesse edifício, com apenas dois compartimentos abaixo do nível da rua e um pequeno quintal. Em 1864, o serviço foi transferido para outro prédio da Irmandade na mesma rua, também com frente para a Travessa da Misericórdia. A mudança melhorou as condições, mas não resolveu definitivamente as limitações do equipamento. [6]

No início do século XX, a Santa Casa mobilizou-se para construir um hospital de raiz. A obra foi realizada segundo projeto e direção de António Gonçalves Rasquilho, que cedeu gratuitamente o terreno e ficou justamente associado aos beneméritos da instituição. A construção foi financiada através de saldos disponíveis, esmolas, donativos e apoio público. Em 1916, a Misericórdia requereu à Direção-Geral da Assistência um subsídio de 1.889$00 para concluir os trabalhos. [6]

O novo hospital foi inaugurado em 1920 e recebeu nesse ano os primeiros doentes. Este edifício, hoje integrado no património e na vida institucional da Santa Casa, representa um dos marcos mais importantes da assistência local no século XX. [6]

O Compromisso de 1913 e os dirigentes documentados

Poucos anos antes da abertura do novo hospital, a Irmandade aprovara um novo Compromisso. O texto, aprovado pelo governador civil de Portalegre em 11 de março de 1913, definia uma missão assistencial ampla: acolhimento e tratamento hospitalar dos doentes pobres, fornecimento de medicamentos no domicílio, auxílio em situações de doença, acidente, invalidez ou velhice, sepultura de indigentes e apoio à educação de alunos pobres. Determinava igualmente a conservação e o melhoramento do hospital. [7]

O documento foi assinado em Amieira do Tejo, em 17 de fevereiro de 1913, pelo provedor António Bernardo Falcão, pelo secretário António da Silva Barata e pelo tesoureiro Manuel Rodrigues de Sena, entre outros irmãos. É também conhecida a existência de um Compromisso de 16 de maio de 1888, alterado em 1889 e em 1911. [7]

Os documentos permitem, assim, recuperar alguns nomes de responsáveis da instituição, embora ainda não exista uma lista completa e contínua de provedores:

  • Pero Marques Vieira — provedor em 1611–1612, na Mesa mais antiga identificada nas fontes atualmente publicadas;
  • António de Góis Leborão — escrivão em 1611–1612 e provedor em 1642, no momento da incorporação da Capela de Nossa Senhora da Sanguinheira;
  • Manoel de Mattos Pereira — provedor em 15 de julho de 1711, identificado no termo de obrigação pelo qual Manuel Rodrigues foi contratado para servir como hospitaleiro.
  • António Bernardo Falcão — provedor em 1913, signatário do Compromisso aprovado nesse ano;
  • Arménio Pestana Semedo Miguens — provedor entre 2002 e 2013, posteriormente vice-provedor, associado a um período de reforço e modernização das respostas sociais;
  • David José Nunes Esteves — documentado como provedor em 2015, eleito ou reconduzido em 2017 e ainda em funções em 2020;
  • Maria Alice Martins – provedora entre 2021 e 2023;
  • António Carlos Constâncio de Matos – provedor entre 2023 e 2024;
  • Alberto António Correia Alves — provedor no mandato de 2025–2029. [8] [9] [10]

Esta relação apresenta apenas os nomes confirmados nas fontes consultadas e não pretende substituir o trabalho, ainda necessário, de reconstrução integral das Mesas Administrativas através dos livros de atas, eleições, termos e contas.

Da assistência hospitalar às atuais respostas sociais

Durante o século XX, o modelo tradicional de assistência hospitalar deu progressivamente lugar a respostas sociais adequadas ao envelhecimento da população e às novas necessidades das famílias. Segundo a cronologia institucional, o Centro de Dia entrou em funcionamento em 1980 e o Serviço de Apoio Domiciliário iniciou atividade em 1997, prolongando no quotidiano a antiga missão de cuidar das pessoas mais vulneráveis.

A modernização ganhou nova expressão com a construção do Lar de Idosos, atual Estrutura Residencial para Pessoas Idosas. A primeira fase foi inaugurada em 2010 e a segunda em 2011. À data da atualização desta página, a ERPI dispõe de capacidade licenciada para 27 utentes. A instituição reúne hoje três respostas sociais principais — Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário — complementadas por cuidados de saúde, atividades religiosas, iniciativas culturais e serviços de proximidade. [10] [11]

Entre 2002 e 2013, a provedoria de Arménio Pestana Semedo Miguens ficou associada ao desenvolvimento das instalações e das respostas destinadas à população idosa. A homenagem que lhe foi prestada em 2015, quando exercia funções de vice-provedor, reconheceu esse contributo. Na fase seguinte, a provedoria de David José Nunes Esteves deu continuidade à intervenção social da instituição, encontrando-se documentalmente confirmada entre 2015 e 2020. Em 2020, a Santa Casa foi escolhida para coordenar no município de Nisa o CLDS-4G «éNisa éCoesão», com intervenção nas áreas do emprego, formação, apoio familiar, prevenção da pobreza infantil e envelhecimento ativo. [8] [9]

Património, identidade e futuro

A história da Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo não se resume aos edifícios que conserva nem aos diplomas régios que recebeu. É, sobretudo, uma história de serviço: das esmolas e peditórios dos séculos XVII e XVIII ao hospital de 1920; do acompanhamento dos pobres e viajantes às atuais respostas sociais para pessoas idosas e famílias.

No mandato de 2025–2029, a Mesa Administrativa é presidida pelo provedor Alberto António Correia Alves. A instituição continua a conjugar assistência, proximidade, memória e valorização patrimonial, preservando a Capela da Misericórdia, o antigo hospital e outros bens ligados ao seu percurso secular. [10]

Mais de quatro séculos de presença documental demonstram a capacidade da Misericórdia de Amieira do Tejo para se adaptar sem perder a sua identidade. Fiel aos valores cristãos da misericórdia e ao compromisso de servir a comunidade, a Santa Casa permanece uma instituição viva: herdeira de uma longa história e responsável por a projetar no futuro.

Cronologia essencial

Data Facto histórico
1534 Data tradicional e presumível da instituição, indicada no Compromisso vigente; não está confirmado um ato fundador.
1550 Data inscrita na campainha histórica da Misericórdia.
1554 Data gravada sobre o portal da Capela da Misericórdia, associada à construção do templo.
1611–1612 Mesa Administrativa mais antiga identificada nas fontes publicadas, presidida pelo provedor Pero Marques Vieira.
16 de outubro de 1614 Filipe II autoriza o uso do Compromisso e dos privilégios da Misericórdia de Lisboa.
1642 António de Góis Leborão — provedor em 1642.
3 de março de 1642 D. João IV autoriza a anexação administrativa da Capela de Nossa Senhora da Sanguinheira, dos seus bens e rendimentos.
15 de julho de 1711 Manoel de Mattos Pereira — provedor, identificado no termo de obrigação pelo qual Manuel Rodrigues foi contratado para servir como hospitaleiro.
1715 Inventário do arquivo que registava dezasseis livros.
1815 Recusa fundamentada de envio do livro original de contas para Portalegre, tendo sido remetido um resumo.
1822 Organização da relação ou tombo dos bens e obrigações.
1849 Regulamentação das obrigações entre a Santa Casa e os irmãos.
1864 Transferência do hospital para outro edifício da Irmandade na Rua do Castelo.
16 de maio de 1888 Compromisso anterior, alterado em 1889 e 1911.
11 de março de 1913 Aprovação do novo Compromisso pelo governador civil de Portalegre.
1916 Pedido de subsídio para conclusão do novo hospital.
1920 Inauguração do hospital construído de raiz e entrada dos primeiros doentes.
15 de março de 1930 Comunicação de Tude Martins de Sousa sobre a Misericórdia.
1932 Publicação dessa comunicação no volume X de Arqueologia e História.
1980 Início do funcionamento do Centro de Dia, provedoria de Francisco Pereira Trindade.
1997 Início do Serviço de Apoio Domiciliário, segundo a cronologia institucional.
2002–2013 Provedoria de Arménio Pestana Semedo Miguens.
2010 Inauguração da primeira fase do Lar de Idosos, atual Estrutura Residencial para Pessoas Idosas.
2011 Inauguração da segunda fase do Lar de Idosos.
2015–2020 Período em que David José Nunes Esteves está documentalmente confirmado como provedor.
2021-2022 Provedoria de Maria Alice Martins.
2023-2024 Provedoria de António Carlos Constâncio de Matos
2024- Agosto de 2025 Comissão Administrativa
Agosto 2025– Agosto 2029 Mandato dos atuais órgãos sociais, com Alberto Correia Alves como provedor.

Fontes e nota de rigor histórico

  1. Tude Martins de Sousa, «A Misericórdia de Amieira (do antigo Priorado do Crato)», comunicação de 1930 publicada em Arqueologia e História, vol. X, 1932.
  2. Direção-Geral do Património Cultural — SIPA, «Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo», e página institucional «Capela da Misericórdia».
  3. Portugaliae Monumenta Misericordiarum, vol. 5, doc. de 16 de outubro de 1614 — alvará de Filipe II.
  4. Memórias Paroquiais de Amieira e Vila Flor, 1759, edição disponibilizada pelo Município de Nisa.
  5. Portugaliae Monumenta Misericordiarum, vol. 6, doc. de 3 de março de 1642 e documentação relativa à Misericórdia de Amieira.
  6. Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo, «Sede da Santa Casa (Antigo Hospital)».
  7. Portugaliae Monumenta Misericordiarum, vol. 9, tomo 1 — Compromisso da Misericórdia de Amieira do Tejo, aprovado em 1913.
  8. Boletim da Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo, 2015, e registos públicos relativos à provedoria de Arménio Pestana Semedo Miguens.
  9. União das Misericórdias Portuguesas, «Amieira do Tejo: presença no terreno e assertividade na ação», e registos públicos relativos à provedoria de David José Nunes Esteves.
  10. Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo, «Órgãos Sociais — Mandato 2025–2029» e páginas das respostas sociais.
  11. Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo, páginas institucionais da Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, do Centro de Dia e do Serviço de Apoio Domiciliário.

Nota de rigor histórico: a referência a 1534 deve ser apresentada como data tradicional ou presumível, e não como fundação documentalmente comprovada. A incorporação de 1642 comprova a administração histórica da fundação e dos bens da Capela de Nossa Senhora da Sanguinheira pela Misericórdia, mas não permite, por si só, afirmar a atual titularidade predial do imóvel. A Capela da Misericórdia e a Capela de Nossa Senhora da Sanguinheira são edifícios distintos. A composição da Mesa de 1611–1612 e as datas de 1980, 1997, 2010 e 2011 reproduzem informação publicada pela própria instituição; para uma edição histórico-crítica, devem ser confrontadas com os livros originais e os processos administrativos respetivos.

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