Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo
No dia 29 de agosto de 2026, a Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo assinalou oficialmente a reabertura das antigas instalações do Hospital da Misericórdia, agora reabilitadas e devolvidas à comunidade sob a designação:
Ponte de Comunhão — Memória entre o Passado e o Futuro
A iniciativa contou com uma participação muito expressiva da população, de convidados, irmãos, trabalhadores, representantes de entidades, benfeitores e amigos da Instituição, que quiseram conhecer o interior do edifício e acompanhar o início desta nova etapa.
Durante a tarde, a Ponte de Comunhão recebeu cerca de 150 pessoas, que percorreram os diferentes espaços do antigo Hospital da Misericórdia, recordando a sua história e as gerações que ali trabalharam, cuidaram e foram cuidadas. A expressiva adesão demonstrou o carinho que a comunidade continua a guardar por este edifício e o interesse despertado pela sua reabertura.
A visita permitiu também descobrir uma das características mais marcantes do edifício reabilitado: a ampla vista sobre o vale do Tejo, que surpreendeu e encantou os presentes.
Para alguns visitantes, a reabertura representou um regresso a um lugar profundamente ligado à sua história pessoal e familiar. Para outros, foi a primeira oportunidade de conhecer um edifício que ocupa um lugar importante na memória coletiva de Amieira do Tejo.
Um espaço renovado, sem perder a sua memória
Reabrir as portas do antigo Hospital da Misericórdia não significa começar de novo, como se nada tivesse existido antes. Significa, antes de tudo, reconhecer e respeitar a história de um edifício onde, durante várias gerações, muitas pessoas trabalharam, cuidaram, foram cuidadas e encontraram apoio em momentos importantes das suas vidas.
A reabilitação procurou preservar essa identidade e criar condições para que o espaço pudesse voltar a ser utilizado com segurança, dignidade e uma nova finalidade. O passado permanece presente nas paredes, nas recordações das famílias e no testemunho de todos aqueles que conheceram o antigo hospital.
A recuperação do edifício foi possível graças ao trabalho desenvolvido, ao longo dos anos, por anteriores Provedores, Mesas Administrativas, órgãos sociais, trabalhadores, técnicos, entidades parceiras e amigos da Santa Casa. Cada um deu o seu contributo para proteger este património e preparar o seu regresso à vida da comunidade.
Neste percurso, importa reconhecer também o apoio do Fundo Rainha D. Leonor, criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e pela União das Misericórdias Portuguesas, que contribuiu para intervenções realizadas no âmbito da reabilitação do edifício. A Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo manifesta o seu público agradecimento por esse apoio, que ajudou a preservar um espaço de grande valor histórico e afetivo para a nossa terra.
À atual Mesa Administrativa coube concluir as diligências necessárias, ultrapassar os últimos constrangimentos e criar as condições para devolver o edifício à comunidade.
Agora, sob a designação Ponte de Comunhão — Memória entre o Passado e o Futuro, este lugar inicia uma nova etapa. Mantém viva a memória da sua missão assistencial e abre-se a novas formas de servir: através da cultura, da formação, do conhecimento, do património e do encontro entre gerações.
O edifício mudou, mas a sua essência permanece: continuar próximo das pessoas e ao serviço da comunidade.
Grande adesão à sessão sobre o Castelo de Amieira
Durante a tarde, a Ponte de Comunhão recebeu a sessão:
“O castelo de Amieira e o seu fundador D. Álvaro Gonçalves Pereira”
Durante a tarde, a Ponte de Comunhão acolheu a sessão inaugural do ciclo “Da História Regional e Local ao Turismo Histórico — Diálogos Interdisciplinares”, dedicada ao Castelo de Amieira e ao seu fundador, D. Álvaro Gonçalves Pereira.
A sessão, que contou com as intervenções de António Martins Costa e João Rafael Nisa, despertou uma adesão muito expressiva. A participação do público confirmou o interesse existente pela história de Amieira do Tejo e pela valorização do seu património, seguindo-se uma visita ao Castelo que permitiu complementar, no próprio local, os conhecimentos partilhados durante a palestra.
A realização desta iniciativa resultou do trabalho conjunto e da colaboração entre as entidades organizadoras e coorganizadoras:
CIDEHUS — Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora e Centro de História da Universidade de Lisboa — CH-ULisboa;
Esta cooperação entre entidades da administração regional e local, centros de investigação, instituições sociais e comunidades locais tornou possível aproximar o conhecimento científico da população e proporcionar um encontro participado em torno da história, da identidade e do património do território.
A Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo expressa o seu agradecimento à Dra. Ana Leitão Santos, pela abertura da sessão, aos oradores, às entidades organizadoras e coorganizadoras, às equipas envolvidas na preparação da iniciativa e a todos os participantes que contribuíram para o seu sucesso desta primeira iniciativa cultural realizada na Ponte de Comunhão.
A escolha deste tema para assinalar a reabertura do antigo Hospital da Misericórdia traduziu, de forma particularmente feliz, a missão que se pretende atribuir ao novo espaço: preservar a memória, divulgar o conhecimento e criar novas pontes entre a história, o património e a comunidade.
Agradecimento à comunidade
A Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo agradece a presença de todos os participantes, convidados, entidades, oradores, trabalhadores, irmãos, colaboradores, benfeitores e amigos da Instituição.
O sucesso deste dia pertence também a todos aqueles que, ao longo dos anos, contribuíram para a recuperação do edifício e para a criação das condições necessárias à sua reabertura.
A participação da população demonstrou que este espaço continua a ocupar um lugar especial na memória de Amieira do Tejo e que existe vontade de o ver novamente vivo e ao serviço da comunidade.
A reabertura não representa um ponto de chegada, mas o início de uma nova etapa.
A Santa Casa pretende que a Ponte de Comunhão seja um lugar aberto à participação, às ideias, à aprendizagem, à cultura e ao encontro entre gerações.