Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo
A Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo reabre, no dia 29 de agosto de 2026, pelas 14h30, a sua Sede, devolvendo à comunidade um edifício histórico preparado para acolher cultura, conhecimento, educação, formação e convívio intergeracional.
A Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo assinalará, no próximo dia 29 de agosto de 2026, pelas 14h30, a reabertura do Antigo Hospital da Misericórdia, aberto e inaugurado em 1920, para prestar cuidados de saúde à população da vila de Amieira do Tejo, com 3 camas — um edifício profundamente ligado à memória coletiva da aldeia e à história secular da Instituição.
A concretização deste desígnio não se esgota num único mandato. É o resultado de um percurso coletivo, construído ao longo de vários anos e sustentado na visão, na perseverança e no sentido de missão dos Irmãos Provedores, das sucessivas Mesas Administrativas e dos demais Órgãos Sociais que contribuíram para tornar possível a recuperação deste património. As obras foram formalmente entregues como concluídas em 2023.
Desde que iniciou funções, há um ano e uns dias, a atual Mesa Administrativa tem concentrado os seus esforços na superação dos constrangimentos que ainda subsistiam e na criação das condições necessárias à efetiva utilização do edifício.
Foram concluídas as intervenções complementares de recuperação que se revelaram indispensáveis, bem como a tramitação dos procedimentos legais e administrativos necessários ao licenciamento dos espaços. Foram também assegurados o fornecimento de energia, a aquisição de mobiliário e equipamentos e a instalação das infraestruturas de comunicações e de conectividade digital.
Encontram-se, assim, reunidas todas as condições legais, técnicas, funcionais e de segurança necessárias para devolver este espaço à Irmandade e os colocar ao serviço da comunidade de Amieira do Tejo, do concelho de Nisa e de todo o Alto Alentejo.
Um edifício com memória e uma nova missão
Ao longo da sua existência, este edifício acolheu diferentes instituições e desempenhou sucessivas missões ao serviço da população: foi Hospital, Casa do Povo e Centro de Dia.
Reabre agora com uma identidade renovada, mais inclusiva e preparada para responder aos desafios do nosso tempo. Será um espaço dedicado à valorização do património, da história, da cultura, das tradições e dos costumes locais; à educação e formação da população; e à promoção do encontro, da partilha e do convívio comunitário e intergeracional.
Reabre, assim, como Ponte de Comunhão — Memória entre o Passado e o Futuro.
Mais do que recuperar um edifício, pretende-se devolver-lhe vida e restituir-lhe a centralidade que, em diferentes épocas, sempre ocupou no coração da comunidade.
A História abre as portas do novo espaço
A reabertura será assinalada pela primeira iniciativa pública acolhida neste novo espaço: uma sessão do ciclo Diálogos Interdisciplinares, dedicada ao tema “O Castelo de Amieira e o seu fundador, D. Álvaro Gonçalves Pereira”.
A Santa Casa da Misericórdia de Amieira do Tejo associa-se a esta iniciativa na qualidade de promotora e parceira, sob a coordenação científica e organização do CIDEHUS — Universidade de Évora e do Centro de História — Universidade de Lisboa.
O programa completo acompanha esta notícia.
Apartamentos Sénior com inauguração em data a anunciar
Os seis Apartamentos Sénior com Apoio de Proximidade e restante espaço, encontram-se igualmente concluídos e com as condições necessárias à sua utilização.
A respetiva inauguração formal decorrerá em data a anunciar brevemente, logo que seja confirmada a disponibilidade institucional da tutela.
Um convite à comunidade
A Mesa Administrativa convida a Irmandade, os funcionários, a população de Amieira do Tejo e todos aqueles que mantêm uma ligação afetiva, ou formal, histórica ou institucional à Misericórdia a associarem-se a este momento.
No dia 29 de agosto de 2026, o Antigo Hospital volta a abrir as suas portas. Não apenas como memória do que foi, mas como espaço vivo de encontro, conhecimento e serviço à comunidade — uma verdadeira ponte de comunhão entre o passado e o futuro.